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	<title>Frankenstoria</title>
	<link>http://www.frankenstoria.com.br</link>
	<description>Literatura Colaborativa</description>
	<lastBuildDate>Wed, 16 Dec 2009 16:46:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>CV01 &#8211; eu.com</title>
		<description><![CDATA[<h2>CAPÍTULO FINAL</h2>
<h3>por Guilherme Tensol</h3>
<em>Ele está vindo aqui.</em>
<p>&#160;</p>
Tic-tac, tic-tac... Estou sem chão, sem lugar, a merda do coração entalado na garganta – eu já não te chutei pra longe praga, porque ainda me incomoda? Some, desaparece, não preciso de coração agora não!
<br />
<em>Tic-tac...</em>
<br />
Matei uma barata na quina com o bico do scarpin (lembrei do colégio), troquei de roupa duas vezes, mudei o cinzeiro de lugar três – aliás, sei que parei mas um cigarro ia ser uma boa hein, esfreguei o chão de quatro pra ficar bem feito.
<br />
Sou ou não sou uma palhaça?
(de quatro por você, para você, como eu quero!)
<br />
...depois de tanto tempo! Tanta expectativa! Tantos joguinhos e tanto ódio e tanto tesão e tantas reviravoltas, tudo para isso, para agora! A proximidade do clímax por si só me inebria, meia taça de vinho e já tô leve como uma pluma – que delícia, vai me carregar no colo mais fácil, vai me segurar pela bunda, minhas coxas enroladas na cintura dele... AI! Pára ou vou gozar sozinha! Hahahahaha!...
<br />]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/12/16/cv01-eu-com-6/</link>
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		<title>CV01 &#8211; eu.com</title>
		<description><![CDATA[<h2>CAPÍTULO 05</h2>
<h3>por Marcelo Paradella</h3>

<p>Engano meu. Nada ficou “tudo bem”. Durante as últimas duas semanas – telefonemas de consolo, explicações às autoridades, o maldito velório – meu corpo estava lá mas eu não. Você anda tão distraída…, Ãh?, Coitadinha… É a perda, é a perda. Perda, tsc. Não conseguia era tirar da cabeça aquela sua mensagem piscando enquanto eu corneava meu marido com ele mesmo – ou estava era corneando você? Enquanto a sogra e as crianças choravam na sala, várias vezes fugi para o quarto sob mil pretextos diferentes, Tristeza demais, vou retocar a maquiagem, Preciso mijar, Preciso dormir. Minha vontade era ligar o computador, olhar no histórico, ver o que você escreveu naquela maldita mensagem. Mas só ficava ali parada, olhando. Até alguém me chamar de longe ou bater na porta, e eu voltar para o mundo dos mortos.</p>]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/10/09/cv01-eucom-5/</link>
			</item>
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		<title>BL013 &#8211; Caro amigo Zzyziks</title>
		<description><![CDATA[<h4>Caro amigo Zzyziks,</h4>
<p>&#160;</p>
Sei que você está de partida para conhecer o planeta Terra durante suas férias intergaláticas. Já fiz esse mesmo programa de índio – tive de parar minha espaçonave num continente e, por perceber que ninguém lá havia sido colonizado, batizei o lugar de “Brasil”, que na nossa língua significa “escambau”. 
<p>&#160;</p>
Mando esta mensagem para lhe avisar o seguinte: não é fácil se virar no planeta Terra. Principalmente quanto à comunicação. Você vai entender melhor com a prática, mas aqui vai um manual básico em formato de dicas:]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/10/07/bl013-caro-amigo-zzyziks/</link>
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	<item>
		<title>BL012 &#8211; Pênis em formato de coração</title>
		<description><![CDATA[<h2>Parte 03</h2>
<h3>Quem inventou o amor?</h3>
<p>&#160;</p>
- Você me ama?
Começaram bem. E cedo! Logo às 7 da manhã. Após um sexo regular, sem maiores preocupações ou criatividade. O estranho é que desta vez quem puxou a conversa foi ele. Logo ele que nunca foi de questionar sentimentos. Enquanto achasse que amava, então quer dizer que a outra o amava também. O problema é quando o questionamento não é só constante, mas também inevitável.]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/09/09/bl012-penis-em-formato-de-coracao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>CV01 &#8211; eu.com</title>
		<description><![CDATA[<h2>CAPÍTULO 04</h2>
<h3>por Felipe Oliveira (Grilo)</h3>

<p class="esp01"><em>"Entre no msn hoje à noite, às 22h. Ligue a webcam. Vou usar aquele espartilho que você me deu. Vai ser só esta vez. Estou morrendo de tesão. Sei que você também está."</em></p>

<p>E-mail enviado com sucesso. Ainda estou decidida a fazer aquilo. Desta vez, sem dúvidas e sem hesitação. Nada pode me tirar da cabeça que vai ser melhor assim.</p>

<p>Enquanto o momento não chega, nenhuma resposta. Tento não pensar no assunto. Tento encontrar em mim os motivos para fazer isso. Você não entenderia. Você nunca entendeu. O medo sempre foi o argumento ao meu favor. E você sempre me cercou como se eu fosse uma fêmea no cio. Animais acuados não têm escolha, certo? Você pediu por isso. Tudo o que posso dizer é que vai ser melhor assim.</p>

<p>A janela se abre.</p>]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/08/25/cv01-eucom-4/</link>
			</item>
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		<title>BL011 &#8211; &#8220;O Hômi na Lua&#8221;</title>
		<description><![CDATA[<p>E aí ela me fez chorar.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Não porque tenha feito algo de ruim ou sido sacana, não. Acho que ela nunca faria isso, ao menos não comigo.</p>
<p>Compartilhar almas, você sabe o que é? Porque casais compartilham vidas, irmãos também. Amigos? Em alguns momentos, sim. Mas, almas? Isso é raro. É coisa de sexto sentido. Pensar no outro e o outro aparecer. Saber exatamente o que ele ou ela está sentindo. Pressentimentos. Um caso de sintonia fina, mesma freqüência.</p>]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/08/16/bl011-o-homi-na-lua/</link>
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		<title>FS02 &#8211; Sr. Hilton</title>
		<description><![CDATA[<h2>CAPÍTULO 02</h2>
<h3>por Douglas Miguel</h3>

O quarto do sobrado da rua Martins antes fúnebre agora tem noites e noites de vida, luz acesa madrugada adentro e o som da vitrola que não cessa.
<p>&#160;</p>
Sr. Hilton sentado na sua poltrona, vestindo seu melhor terno, o charuto no canto esquerdo da boca. Embriagado pela doce voz, inebriado pelo perfume. Comprara todos os discos da Madame.
<p>&#160;</p>
Como todo vício que se preze, surgiu a necessidade de doses cada vez maiores para satisfação completa. As noites se tornaram dias, as semanas, meses...]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/07/11/fs02-sr-hilton-2/</link>
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		<title>BL010 &#8211; Pênis em formato de coração</title>
		<description><![CDATA[<h2>Parte 2</h2>
<h3>Bola sete na caçapa do canto</h3>
<p>&#160;</p>
- Maiores ou menores?
Quente ou frio? Alto ou baixo?  Direita ou esquerda? Abaixo ou acima?  Dentro ou fora? Preto ou branco? Sapato ou chinelo? Casa ou apartamento? Praia ou campo? Ser ou não ser? De todas as questões possíveis, naquele instante, ele queria apenas a solução para uma pergunta que talvez pudesse decidir o destino daquela noite: Matar maiores ou menores em uma partida de sinuca.]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/07/01/bl010-penis-em-formato-de-coracao/</link>
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	<item>
		<title>BL009 &#8211; Moça da praça</title>
		<description><![CDATA[Moça da praça, dos olhos morteiros, faróis verdes e curiosos, que olham tudo que alcançam. Aperta bem esses olhos quando quer mirar longe.
Tão fácil esses olhos virarem espelho! Escorre a lágrima na bochecha corada de blush. Moça só anda maquiada no rosto, mas o coração ela nem disfarça. Se não gosta afasta, se gosta, ”por favor, me abraça”.
<p>&#160;</p>
Moça da praça, sorriso branco de dente bonito. Boca pequena e coração enorme! Tudo que pede moça ajuda, moça leva e traz. Moça gosta de despertar sensação boa em tudo que faz.]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/06/18/bl009-moca-da-praca/</link>
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	<item>
		<title>FS01 &#8211; O barbeador</title>
		<description><![CDATA[<h2>CAPÍTULO 03</h2>
<h3>por Tiago "Xorão" Resende</h3>
A meia luz do barzinho coloca em evidência as superfícies envernizadas das mesas de madeira, criando um padrão quase xadrez no local. A música a meio tom incentiva a conversa, que já dura mais de uma hora. Débora é extremamente agradável, pensa, e concluí que de forma alguma é um sacrifício estar ali. De fato, tudo é convidativo na ruiva sentada à sua frente. Ela exala sexo. Deve ser os feromônios, racionalizou, mas é o que realmente parecia ser. Mal conseguia se segurar dentro das calças com ela por perto. Quando se encontrava com ela, demorava apenas alguns minutos para que não parasse de pensar em despí-la e comê-la onde quer que estivesse. Mas não hoje. Hoje ela está agradável, extremamente agradável, mas só isso. Não sabia como a conversa havia chegado no presente assunto, mas se viu rindo da ironia.]]></description>
		<link>http://www.frankenstoria.com.br/2009/06/06/fs01-o-barbeador-3/</link>
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