frankenstoria
jun 3

CAPÍTULO 03

por Fernanda Lizardo

Eu devo estar louca. Sei que de nada vai adiantar tentar ficar longe do computador porque, mesmo que ele esteja desligado, a história vai continuar ali. Os e-mails chegarão, as mensagens piscarão na tela como um alerta constante para a vida que tenho agora: patética, patética, patética.

Leia o texto completo

mai 23

CAPÍTULO 02

por Roberta Simoni

Eu venho tentando me afastar do computador. Há dias não checo sequer o meu e-mail. Estou convencida de que minha vida é atarefada demais para isso. Acordo cedo, cuido da casa, faço o almoço, levo as crianças na escola, vou para o trabalho, me ocupo o dia inteiro, enfrento horas de engarrafamento na hora de buscar as crianças na escola. Faço o jantar, ajudo as crianças nas tarefas de casa, e ultimamente tenho recebido ligações do meu marido avisando que ficará trabalhando até mais tarde. Janto sozinha com as crianças, lavo a louça, e, se eu não estivesse tentando me livrar de você, eu, provavelmente, estaria no computador agora. Mas troco esta máquina que me dá acesso a você por um livro.

 

Merda de livro. Que tédio. Desisto, prefiro você.

Leia o texto completo

abr 24

CAPÍTULO 01

por Guilherme Tensol

VOCÊ: Ha. Então eu sou um calhorda, então é isso que eu mereço…

EU: Claro. Você é folgado, do contrário se acomodaria, esqueceria do meu choro como quem esquece o bolo no forno

VOCÊ: Não joga isso na minha cara. Sempre fiz bolo sovado

EU: Verdade. Nunca fez algo que preste

VOCÊ: Vc é perversa

EU: Só medrosa, na verdade. Não haveria outra forma de te convencer disso senão sendo perversa. Vc sabe, homens… Só aprendem na chibata

VOCÊ: Ui. Cadê o espartilho que te dei?

EU: Dei

VOCÊ: Pra quem?

EU: Dei pra outro, usando ele

VOCÊ: Perversa : (

EU: Foi você quem foi embora

VOCÊ: Calhorda. Mereço

EU: Pára. Não combina contigo

VOCÊ:

EU:

VOCÊ: Amor?

Leia o texto completo

próxima página »