frankenstoria
mai 4

Olho para a direita e vejo um homem correndo freneticamente em minha
direção. Atrás dele uns dois ou três caras tentam alcançá-lo.

 

Penso por alguns segundos se devo tentar pará-lo também ou não. Parto em disparada,
meus pés patinam na lama, o vento frio bate em meu rosto à medida que vou ganhando velocidade. Aproximo-me do homem, ele tenta desviar para a esquerda, já prevendo tal movimento me antecipo e o acerto na altura do joelho. O homem vem ao chão, grita de dor, expressão de desespero em seu rosto.

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mai 1

Parte 1

Linha 101. Barro Preto à Baependi – Parador

 

- Eu te amo…
Disse ele, quase como se pedisse que passassem a vasilha de legumes no almoço de domingo à tarde. Talvez tenha sido mais sincero que isto, visto que raramente não comia mais que duas ou três folhas de alface, embora se considerasse da geração saúde. Cada um cada um, e justamente as estranhas manias que nos fazem diferentes é que nos tornam semelhantes uns aos outros. Todos somos um. Irônico? Talvez ele preferisse chamar de casualidade, a mesma que fez com que todo dia os dois se encontrassem naquele mesmo ônibus abafado em um calor de 25 graus às 7 da manhã.

 

- Como?

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abr 29

Ela tinha cor de café com leite, cabelos levemente ondulados, olhos de jabuticaba e uma bunda que Deus que me perdoe. Chamava atenção, era uma mulher de muitos homens. Se orgulhava de cada vez que rodava no salão, de cada desejo despertado, de cada coração partido. Era quase uma Bandeirante, chegava na tribo e devastava [...]

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abr 29

Às vezes as pessoas me perguntam: por que você não faz um regime, e perde essa barriga? Ao pensar e filosofar sobre uma boa resposta, eu cheguei à seguinte conclusão: eu não perco a minha barriga porque demoraria muito tempo para reencontrá-la. É um caso de amor que eu tenho com ela. Sempre me acompanhou [...]

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abr 28

- Oi! – Oi, seja bem vindo! – Obrigado… Como é bom te ver. Está bonita. – Obrigada. Tantas idas e vindas não permitiam nada além de superficialidades. Nada se cria, tudo se tranforma e todos os anos divididos haviam se transformado em nada. – Diga, que bons ventos o trazem? – Trabalho, apenas trabalho. [...]

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