CAPÍTULO 03
por Igor André
Um hiato indefinido de tempo entre Clara desligar o telefone e a enfermeira voltar a bater em sua porta. As poucas horas que separaram a ligação do encontro estenderam-se em um lapso de proposições até a porta do quarto ser aberta: Fernanda estava ali!
Clara sentiu o sufocar de um mundo sobre seu peito. A mulher a sua frente tinha o semblante mais maduro do que ela se lembrava – mais soturno, talvez. Olhos fundos. Fernanda mantinha a força que apenas as mulheres que foram traídas conseguem manter diante de suas rivais… mesmo assim, as lágrimas dissolveram a maquiagem a ponto de arruinar a tentativa de manter-se altiva.
