- Capítulo 03 – por Tiago “Xorão” Resende
- Capítulo 05 – por Maria Rachel Oliveira
CAPÍTULO 04
por Douglas Miguel
O telefone chama por duas vezes.
A mesma doce voz de sono, de quem dorme cedo porque tem faculdade no outro dia e nunca estica uma noitada.
- Alô… Gustavo… o quê? Porque tá me ligando essa hora?
- Oi Lara… como vai? Desculpe te ligar essa hora… quanto tempo né… como você tá… sabe o que é… – gagueja, ela sente sem nenhuma dificuldade que ele está bêbado – …eu não consigo parar de pensar… eu, tô com saudade Lara… eu…
- Gustavo para! Você bebeu, não me parece bem, e isso não é hora de me ligar… tem meses que não nos falamos – 3 meses, ele interrompe – que seja! Você sabe que eu estou namorando, e você devia fazer o mesmo, seguir sua vida… onde você tá? Em algum barzinho?
- No ‘Kill All’… aqui no centro, com uns amigos…
- Que bom, então, volta lá pra mesa com eles, vai curtir… e me deixa dormir, já deve tá tarde… boa noite… – já desligando.
- Lara, espera! Eu fiz a barba hoje…
- (…)
- …fiz pensando em você.
- Tá louco Gustavo? Porque tá falando isso?! Aliás… além de tudo ainda tá mentindo, você nunca faz a barba para sair com seus amigos… tá com outra aí no bar e ainda fica me ligando. Tchau! – desliga.
Um soco no balcão de mármore molhado, os dois homens no mictório reparam. Os três se olham, os dois se voltam para os próprios pênis.
Gustavo sai atordoado, cabeça quase explodindo. Passa no bar, pega uma dose de vodka.
- Demorei?
- Um pouco, tá tudo bem? Você tá pálido…
- Nada, acho que a minha pressão está baixa… vamos?
O que se seguiu foi o táxi até a casa de Gustavo, alguns amassos e uma brochada.
E por mais que pensasse em Lara, Débora sempre o deixava muito excitado, nunca havia negado fogo pra ela… mas nunca havia tentado comê-la de fogo, maldita vodka… como se ela fosse culpada. Maldita Lara, com aquele seu maldito namoradinho babaca!
Neste exato momento, pós-brochada, tudo que Gustavo deseja é que Débora evapore do quarto – “não precisa nem virar uma pizza, estou sem fome” – e ali está ela, deitada no seu peito, acariciando-o, compreensiva. “Como ela está terrivelmente agradável hoje, porque a filha-da-puta não ficou com o corno do namorado? Será que é isso que ela faz todas as noites quando ele brocha?”

6/07/2010 às 11:19
Ei, Doug… Tô começando a achar que tem muito de pessoal nessa estória sua, hein! hahaha Qual o nome da dita-cuja?
7/07/2010 às 13:29
Gui, realmente tem coisas que se parecem comigo, mas se resumem ao fato de eu não gostar de fazer a barba e ter tido relacionamento com algumas mulheres “chatas” que me cobravam isso, as semelhanças param por aí…a história já criou vida própria, exatamente como devem ser as coisas aqui no frank, não?
7/07/2010 às 14:36
Claro, claro… “Se resumem” ao ponto-chave da coisa, só isso né? tsc… juvenil!
hahahaha
G
8/07/2010 às 08:48
Eu adoro barba por fazer! ;D
8/07/2010 às 13:53
Gustavo, você precisa parar de fazer a barba, vai por mim…