frankenstoria
jun 18

CAPÍTULO 02

por Felipe Oliveira (Grilo)

Raul corre vestido com aquele terno que Jussara, sua esposa, sempre lhe dizia: “vai usar uma vez na vida, outra na morte”. Chique e descolado, o cadáver tenta manter a finura enquanto desembesta ladeira abaixo.

 

As pessoas costumam ver um filme à hora da morte, mas Raul só poderia começar pelos créditos. Será que agora sua arte valeria milhões? Será que se tornaria o único imortal realmente “imortal” da Academia Brasileira de Letras?

 

Não é sem antes exclamar um “CHUPA, PAULO COELHO!” que interrompe suas idéias por um súbito desconforto ao “respirar”.

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jun 1

CAPÍTULO 01

por Marcelo Paradella

Sururu e Saracotico na Célebre Cerimônia

 

- Coitado, tão moço…

 

- Na flor da idade, veja você.

 

- A Jussara, coitadinha, não agüentou. Ficou em casa em estado de choque…

 

- Por que, meu Deus? Justo o Raul?

 

- Um rapaz tão bom…

 

- Olha só, Maria, ele parece tão em paz.

 

- Tá sorrindo, o menino…

 

- Maria, olhando agora, não parece que o nariz dele se mexeu?

 

- Impressão sua, Emengarda.

 

- Sério, Maria! Parecia até que ele ia…

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