frankenstoria
out 9

CAPÍTULO 05

por Marcelo Paradella

Engano meu. Nada ficou “tudo bem”. Durante as últimas duas semanas – telefonemas de consolo, explicações às autoridades, o maldito velório – meu corpo estava lá mas eu não. Você anda tão distraída…, Ãh?, Coitadinha… É a perda, é a perda. Perda, tsc. Não conseguia era tirar da cabeça aquela sua mensagem piscando enquanto eu corneava meu marido com ele mesmo – ou estava era corneando você? Enquanto a sogra e as crianças choravam na sala, várias vezes fugi para o quarto sob mil pretextos diferentes, Tristeza demais, vou retocar a maquiagem, Preciso mijar, Preciso dormir. Minha vontade era ligar o computador, olhar no histórico, ver o que você escreveu naquela maldita mensagem. Mas só ficava ali parada, olhando. Até alguém me chamar de longe ou bater na porta, e eu voltar para o mundo dos mortos.

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out 7

Caro amigo Zzyziks,

 

Sei que você está de partida para conhecer o planeta Terra durante suas férias intergaláticas. Já fiz esse mesmo programa de índio – tive de parar minha espaçonave num continente e, por perceber que ninguém lá havia sido colonizado, batizei o lugar de “Brasil”, que na nossa língua significa “escambau”.

 

Mando esta mensagem para lhe avisar o seguinte: não é fácil se virar no planeta Terra. Principalmente quanto à comunicação. Você vai entender melhor com a prática, mas aqui vai um manual básico em formato de dicas:

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