frankenstoria
jun 18

Moça da praça, dos olhos morteiros, faróis verdes e curiosos, que olham tudo que alcançam. Aperta bem esses olhos quando quer mirar longe.
Tão fácil esses olhos virarem espelho! Escorre a lágrima na bochecha corada de blush. Moça só anda maquiada no rosto, mas o coração ela nem disfarça. Se não gosta afasta, se gosta, ”por favor, me abraça”.

 

Moça da praça, sorriso branco de dente bonito. Boca pequena e coração enorme! Tudo que pede moça ajuda, moça leva e traz. Moça gosta de despertar sensação boa em tudo que faz.

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jun 6

CAPÍTULO 03

por Tiago “Xorão” Resende

A meia luz do barzinho coloca em evidência as superfícies envernizadas das mesas de madeira, criando um padrão quase xadrez no local. A música a meio tom incentiva a conversa, que já dura mais de uma hora. Débora é extremamente agradável, pensa, e concluí que de forma alguma é um sacrifício estar ali. De fato, tudo é convidativo na ruiva sentada à sua frente. Ela exala sexo. Deve ser os feromônios, racionalizou, mas é o que realmente parecia ser. Mal conseguia se segurar dentro das calças com ela por perto. Quando se encontrava com ela, demorava apenas alguns minutos para que não parasse de pensar em despí-la e comê-la onde quer que estivesse. Mas não hoje. Hoje ela está agradável, extremamente agradável, mas só isso. Não sabia como a conversa havia chegado no presente assunto, mas se viu rindo da ironia.

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jun 3

CAPÍTULO 03

por Fernanda Lizardo

Eu devo estar louca. Sei que de nada vai adiantar tentar ficar longe do computador porque, mesmo que ele esteja desligado, a história vai continuar ali. Os e-mails chegarão, as mensagens piscarão na tela como um alerta constante para a vida que tenho agora: patética, patética, patética.

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jun 3

CAPÍTULO 01

por Léo Freitas

Um dia normal. Senhor Hilton entra no bar de sempre no mesmo horário. Abre a porta, percebe as vozes, os cheiros e sabe perfeitamente quem está lá. Com a mesma insatisfação de sempre ele respira mais forte e se senta no balcão. Traga calmamente sua bebida habitual.

 

Quando o velho conhaque desce pela garganta ele sente um cheiro que nunca sentira antes. Segue o perfume, ouve uma serena voz feminina a cantar uma melodia nova. Poderia ir até a dama para começar um diálogo, mas não o Senhor Hilton, como sempre muito tímido permanece sentado tomando seu velho conhaque.

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