frankenstoria
mai 4

Olho para a direita e vejo um homem correndo freneticamente em minha
direção. Atrás dele uns dois ou três caras tentam alcançá-lo.

 

Penso por alguns segundos se devo tentar pará-lo também ou não. Parto em disparada,
meus pés patinam na lama, o vento frio bate em meu rosto à medida que vou ganhando velocidade. Aproximo-me do homem, ele tenta desviar para a esquerda, já prevendo tal movimento me antecipo e o acerto na altura do joelho. O homem vem ao chão, grita de dor, expressão de desespero em seu rosto.

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mai 1

Parte 1

Linha 101. Barro Preto à Baependi – Parador

 

- Eu te amo…
Disse ele, quase como se pedisse que passassem a vasilha de legumes no almoço de domingo à tarde. Talvez tenha sido mais sincero que isto, visto que raramente não comia mais que duas ou três folhas de alface, embora se considerasse da geração saúde. Cada um cada um, e justamente as estranhas manias que nos fazem diferentes é que nos tornam semelhantes uns aos outros. Todos somos um. Irônico? Talvez ele preferisse chamar de casualidade, a mesma que fez com que todo dia os dois se encontrassem naquele mesmo ônibus abafado em um calor de 25 graus às 7 da manhã.

 

- Como?

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