frankenstoria
mai 4

Olho para a direita e vejo um homem correndo freneticamente em minha
direção. Atrás dele uns dois ou três caras tentam alcançá-lo.

 

Penso por alguns segundos se devo tentar pará-lo também ou não. Parto em disparada,
meus pés patinam na lama, o vento frio bate em meu rosto à medida que vou ganhando velocidade. Aproximo-me do homem, ele tenta desviar para a esquerda, já prevendo tal movimento me antecipo e o acerto na altura do joelho. O homem vem ao chão, grita de dor, expressão de desespero em seu rosto.

 

Viro as costas e saio caminhando. Escuto um som, me viro, um homem com roupas negras corre em minha direção. O único som que escuto agora é o do meu coração batendo acelerado.

 

O homem de negro parece falar algo comigo, não o entendo, não o escuto, não ouço nada, apenas o meu coração. O homem continua caído no chão, parece estar sofrendo muito.

 

Outros homens continuam discutindo, um deles aponta o dedo em riste para o meu rosto e fala um monte de coisas. O homem de preto busca algo em seu bolso, enfim encontra, o mostra para mim com seu braço erguido:

 

Cartão vermelho.

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Kleber “Rilda” Almeida é carioca de 28 anos que vive a mais de 20 em Minas Gerais. Meio confuso, meio perdido, ainda em busca de um rumo na vida. Licenciado em Letras, porém com profunda aversão a carreira docente.




3 comentários

  1. Jessie comentou:

    Muito bom Rilda, realmente surpreendente, rsrsrsrs

    “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo… \o/”

  2. Filipo comentou:

    MUITO LEGAL Rildão… cara, vc realmente me pegou, rsssss
    Belo texto… fiquei na pilha qdo li, e o final é fantástico… :)

  3. Zé MonSenhor comentou:

    Esse merece entrar para as Cronicas do eterno zagueiro central… kkkkkkkkkk

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