frankenstoria
abr 29

Ela tinha cor de café com leite, cabelos levemente ondulados, olhos de jabuticaba e uma bunda que Deus que me perdoe. Chamava atenção, era uma mulher de muitos homens.

Se orgulhava de cada vez que rodava no salão, de cada desejo despertado, de cada coração partido. Era quase uma Bandeirante, chegava na tribo e devastava tudo. Sem dó. Tinha boas razões e ótimas armas para isso.

Possuía apenas Ingá, sua menina. Tesouro há doze anos parido e cuidado com majestoso requinte. Rezava para Ingá ser de poucos homens, porque caso se perdesse cedo, não tomaria mais linha. Seu sorriso não negava. Nem sua carne.

Quando se fazia Dama, gostava de cheirar a flor. Seus vestidos deviam revelar as costas, eram feitos sob medida com gloriosas janelas que desciam até suas ancas.

“Não me importa que esqueçam meu rosto. Mas devem recordar minhas costas. E devem gostar das lembranças que elas trazem.”

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Flora Conde é uma ipiranguista no auge dos seus vinte e tantos anos… Há quem diga que ela é meio assim menina, meio assim atrapalhada, que some de vez em quando… Mas ela acredita mesmo é que um corte de cabelo pode mudar a sua vida por completo e que o home da sua vida é o Chico Buarque. Escreve no { … }.




1 comentário

  1. Gui Tensol comentou:

    (…a mulher mais GOSTOSA que já li…)

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