frankenstoria
jun 5

CAPÍTULO 06

por Roberta Simoni

E foi também sem pensar que Débora respondeu:

 

- Uma trepadinha! Era só isso que eu queria… nem que fosse uma daquelas bem ordinárias, ainda mais depois de tanta vodka… mas é claro que eu tô pedindo muito, né Gustavo?

 

- Débora, sério… você tem uma boceta no lugar do coração. Só pode!

 

- Qualquer um acharia isso divino, mas não um homem que tem o coração no lugar do pênis, que se ao menos bombasse feito um, tava bom. Anda, vem cá, me chama de… de… La…rissa? Clarissa, Clara…? Lara… Lara! É isso! Não é esse o nome dela?

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fev 15

CAPÍTULO 03

por Igor André

Um hiato indefinido de tempo entre Clara desligar o telefone e a enfermeira voltar a bater em sua porta. As poucas horas que separaram a ligação do encontro estenderam-se em um lapso de proposições até a porta do quarto ser aberta: Fernanda estava ali!

Clara sentiu o sufocar de um mundo sobre seu peito. A mulher a sua frente tinha o semblante mais maduro do que ela se lembrava – mais soturno, talvez. Olhos fundos. Fernanda mantinha a força que apenas as mulheres que foram traídas conseguem manter diante de suas rivais… mesmo assim, as lágrimas dissolveram a maquiagem a ponto de arruinar a tentativa de manter-se altiva.

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nov 22

CAPÍTULO 05

por Maria Rachel Oliveira

Débora devia ser ele. Lara deve ser como Débora. Mas que raio de mundo é este onde as mulheres traem sem dó e os homens brocham porque queriam fazer amor selvagemente e não trepar alucinadamente? E, enquanto se fazia trinta e duas perguntas diferentes concluía que o amor jamais podia ser selvagem. Isso doía.

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set 1

CAPÍTULO 03

por Gabriela Ventura

Estado de choque, francamente. Só aquele jaburu da tia do Raul para sair espalhando que eu não compareci ao velório porque estava desfalecida, de cama, sem forças para respirar. M-o-r-r-e-n-d-o-d-e-a-m-o-r. Dona Maria é do tipo que lê Julias, Sabrinas e Biancas e eu, mesmo que estivesse de luto cerrado, seria incapaz de fornecer matéria-prima para literatura de banca de jornal. A velha que vá caçar lágrimas fáceis em outra freguesia, porque a donzela contrita aqui passou a manhã limpando a sujeirada que Morrissey – o adorável Pastor Alemão do defunto – fez no quintal.

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ago 30

CAPÍTULO 02

por Guilherme Tensol

 

Então as mãos no volante, lá fora escuridão – bastou uma ligação. Trocou de marcha e acelerou mais: Um toque. Uma verdade dolorosa. Já passava das 3 da manhã. Bala de café e saudade lancinante embotada nos olhos… e a Dutra continuava a acabar em água.

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